A humanidade e a Arte

“O homen moderno, universal, é o homen apressado, ele não tem tempo, ele é prisoneiro da necesidade, ele não compreende que uma coisa não possa ter utilidade, ele não mais compreende que, no fundo, é o útil que pode ser um peso inútil, desolador.  Se as pessoas não entendem a inutilidade do inútil, a inutilidade do útil, elas não conseguem compreender a arte; e um país onde as pessoas não compreendem a arte é um país de robôs, um país de pessoas  infelizes, de pessoas que não sorriem e que não recebem um sorriso, um país sem espírito (…)”

Eugéne Ionesco, Notas et contra-notas, 1966, p. 215

Eu  concordo com Ionesco que diz que a sociedade sem Arte carece de espírito. A sociedade sem Arte é prisioneira das coisas materiais que as cerca. Contudo eu creio  que felizmente essa sociedade jamais existiu. Ao longo do tempo a humanidade, da pré-história aos tempos modernos, tem se expressado através das Artes. A Arte é expressada até mesmo nos regimes de opressão como os de ditadura. Em meu nativo Brasil, por exemplo, a música de Chico Buarque, Milton Nascimento e outros foi genial durante os anos de ditatura. Artistas têm a vantagem de possuir muita energia para expressar idéias. Contra ventos e marés, a Arte continua a cativar as pessoas pela beleza, pela emoção, pela ironia, ou como Ionesco mesmo o fez, pelo teatro do absurdo. Em minha opinião a humanidade faz e sempre fará Arte. A Arte simplesmente faz parte da natureza humana.

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